Para esse preso, que já trabalhou na construção mais muitas vezes não conseguiu emprego por não poder comprovar experiência, essa foi uma ótima oportunidade de qualificação. “Este diploma vai me dar mais credibilidade”, comemorou. “Estava esperando este curso para me qualificar, já que não conseguia investir nos estudos”, disse. O curso foi uma iniciativa da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
Para a chefe da divisão do Trabalho Prisional da Susepe, Patrícia Freitas, essas iniciativas com a parceria privada contribuem para amenizar a vulnerabilidade social dos presos, em especial, os que entram no sistema com precários conhecimentos técnicos para o mercado de trabalho.
Durante dez dias, os apenados receberam aulas de marcação de obra, nivelamento de piso e nível de box para banheiro. Na aula prática, os presos construíram uma divisória de concreto com dois metros de altura revestida com piso de parede. Dividido em duas peças, o pavilhão será destinado para salas de trabalho prisional. O diretor da casa prisional, Valdecir dos Santos, ressaltou que o grupo demonstrou dedicação, união e vontade para qualificar-se para o mercado de trabalho.
De acordo com o professor do Senai, Natanael Antunes, eles tiveram 100% de aproveitamento. “Todos são muito participativos e o resultado final dos trabalhos ficou excelente”, elogiou. Conforme o professor, o mercado tem como norma absorver mão de obra especializada. “Em 2011, tivemos 38 obras paradas em Porto Alegre por falta de pedreiros, azulejistas, serventes e outros."