Polícia

Dez homens armados deixam cidade no PR sitiada

Grupo assaltou duas agências bancárias e bloqueou entrada de veículos em Tunas do Paraná

Moradores da pequena cidade de Tunas do Paraná (PR) vieram momentos de terror na madrugada do último domingo, quando dez homens fortemente armados invadiram a cidade, trancando as saídas. A quadrilha assaltou as agências do Banco do Brasil e do Bradesco usando maçaricos. No Bradesco, um dos caixas eletrônicos ficou totalmente destruído pela ação do fogo. Após pegar o dinheiro disponível nos caixas, os criminosos fugiram, sem ferir ninguém.

De acordo com a Polícia Civil paranaense, eram cerca de 3h30min quando a quadrilha entrou na cidade. A localidade, cercada de alguns morros e com uma rua principal asfaltada, ficou sitiada. Uma parte do grupo, colocou madeiras e pregos retorcidos na estrada, que fica na entrada da localidade, situada a 80 quilômetros da capital, Curitiba. Isso evitou que automóveis se aproximassem do local.

Logo depois, a quadrilha se dirigiu às duas agências. O bloqueio ocorreu a cerca de 200 metros do posto policial da cidade. Enquanto um grupo evitava que as pessoas chegassem perto das agências, outro invadiu os estabelecimentos bancários. Em frente às agências e após quebrar as portas de vidro, os criminosos entraram no setor de autoatendimento e arrombaram os caixas eletrônicos, abrindo-os com maçaricos.

Segundo a imprensa paranaense, havia dois policiais militares em regime de plantão no município. Entretanto, os dois não puderam fazer muita coisa, pois os criminosos estavam armados com fuzis. Mesmo assim, vários tiros foram disparados, deixando as marcas na fachada do posto policial e em alguns automóveis, que tiveram os vidros e a lataria perfurada pelas balas. “Vi aquele corre-corre, com gente com espingardas na mão”, contou uma testemunha, que preferiu o anonimato. “Era gente segurando os motoqueiros, segurando todos os motoristas que passavam, apesar de ser madrugada”, reconstituiu o morador da cidade.

A testemunha lembrou que, em alguns momentos, integrantes da quadrilha mandavam por a mão na cabeça. “Eles (assaltantes) ordenavam para as pessoas porem as mãos na cabeça e diziam que eram da polícia”, reconstituiu. “Mas eu percebi que eram bandidos, que não tinha nada de polícia ali e fiquei afastado”.

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