Polícia

Dez viaturas são utilizadas para reter presos em Porto Alegre

Onze homens foram detidos em carros da BM e 20 policiais militares realizam segurança

Cada carro da Brigada Militar está com uma pessoa detida
Cada carro da Brigada Militar está com uma pessoa detida Foto : Guilherme Testa
Dez viaturas da Brigada Militar (BM) são utilizadas na manhã desta quinta-feira para reter 11 presos em frente ao Palácio da Polícia Civil, em Porto Alegre, devido à falta de vagas em celas. No local, fica a 2ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento, que já está com a carceiragem lotada. 

As viaturas da BM foram estacionadas no formato de círculo, para evitar a fuga de algum preso. Do grupo que está detido nos veículos, a maioria estava foragido do sistema prisional. Além dos carros, 20 policiais militares estão mobilizados para fazer a segurança dos suspeitos. 

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A Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP-RS) vai utilizar, nos próximos dias, um ônibus-cela da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) para reter detentos que aguardam vaga em presídios do Estado. Conforme informações obtidas pela Rádio Guaíba, a medida é paliativa para evitar que presos permaneçam em viaturas ou nas carceragens de delegacias de polícia, devido à falta de vagas no sistema prisional.

O ônibus-cela da Susepe chegou nessa quarta-feira à tarde em Porto Alegre e está no pátio da Academia da Polícia Civil (Acadepol). O veículo, que veio a reboque de Uruguaiana, ainda deve passar por processo de limpeza. Conhecido como Trovão Azul, com 46 lugares, era usado para transporte de presos. Comprado em 1985, ele foi “aposentado” em 2013 depois que um novo foi adquirido. A expectativa é de que possa abrigar entre 20 e 30 detentos, com espaço individual para cada um. Com a chegada do ônibus, a SSP vai poder fazer uma análise mais detalhada da capacidade do coletivo.

A expectativa é de que o ônibus-cela evite rebeliões como a que aconteceu no último sábado, já que há separação entre os detentos. A SSP não informou data para o início do envio de presos para o veículo – apenas menciona que ele deve começar a ser usado “o quanto antes”. A ideia é de que o ônibus possa absorver os presos retidos em viaturas da Brigada Militar e, parcialmente, os que estão em celas de delegacias da Polícia Civil.


Foto: Eduardo Paganella / Rádio Guaíba / Especial / CP