Por cerca de 69 horas, as cerca de 20 famílias residentes da rua 11 no bairro Guajuviras, em Canoas, foram obrigadas a ficar trancafiadas dentro de casa. Elas apenas acompanhavam a movimentação de policiais militares e da imprensa, todos diante do cárcere privado mais longo da crônica policial gaúcha.
Alegando buscar uma reconciliação com a ex-mulher, o vigilante Rodrigo Luz, de 32 anos, invadiu a casa 10 na noite de sexta-feira. Depois de manter Josiane Pontes, de 29 anos, como refém por quase três dias, o homem a liberou e se entregou, às 20h24min de segunda-feira. Desde sexta-feira, os vizinhos tiveram de ficar em casa, apenas observando pela janela. Este foi o caso de Cristiano André dos Santos. Com a filha, ainda de colo, passeava aliviado pela rua 11. “Foi um alívio. E muita tensão, pois tenho uma bebê dentro de casa”, disse. A casa dele foi usada por quatro atiradores de elite, que, a qualquer momento, poderiam ter acertado o vigilante Rodrigo Luz, que fazia a ex-mulher como refém na residência da frente.
No sábado, por volta das 5h, o cunhado do vigilante foi baleado de raspão depois de tentar invadir a residência. Após a Brigada Militar ser acionada, o vigilante atirou contra uma viatura, mas nenhum PM foi atingido.
Dia de alívio para moradores do bairro Guajuviras
Rua de Canoas ficou cercada de policiais em função de caso de cárcere privado de quase 70 horas