A ação de policiamento, a cargo do canil do Batalhão de Operações Especiais (BOE) da Brigada Militar, ocorre quatro dias após a confusão entre manifestantes e policiais militares, ocorrida no mesmo local, que terminou com várias pessoas feridas. Mas, segundo o sargento Otomar Claas, chefe de uma das equipes do canil, a presença dos cães no largo não tem relação com o incidente da semana passada. Ele explica que o policiamento com cães foi intensificado há cerca de um mês nos parques e praças de maior movimentação da cidade - como Redenção, Parcão, Germânia e Marinha do Brasil, e o Largo Glênio Peres.
“Uma vez por mês, fazemos a escala de onde vamos estar”, explica o sargento. De acordo com ele, a estratégia tem dado certo, principalmente na intimidação de possíveis ações criminosas. “Quem vem para furtar carteira, aqui eu garanto que não vai roubar”, acrescenta. Ao receber a ordem do policial, os cães são capazes de atacar. Além disso, farejam entorpecentes e explosivos. O canil do BOE, localizado no bairro Partenon, dispõe atualmente de 36 animais.
Na próxima edição da Operação Golfinho, que inicia em dezembro, o canil do BOE estará presente no litoral pela primeira vez. De acordo com o sargento Claas, o batalhão irá disponibilizar quatro cães - dois de faro e dois de patrulha - para atuarem no policiamento do litoral gaúcho, com sede em Tramandaí.