Presa preventivamente desde segunda-feira, Elize começou a depor por volta das 11h. De acordo com a polícia, ela contratou um detetive particular para seguir o marido e descobriu seguidas traições. A mulher relatou que usou anticoagulantes e esquartejou o corpo do empresário no quarto de empregadas da cobertura do casal, localizada na Vila Leopoldina, na capital paulista. De acordo com a polícia, Elize tem conhecimentos da área de enfermagem.
Até o depoimento desta quarta-feira, a bacharel em direito negava o crime. Os restos mortais da vítima foram espalhados paulatinamente por Cotia. O corpo foi enterrado na terça-feira no Cemitério São Paulo, na zona oeste da capital paulista.
Marcos é neto do fundador da Yoki, Yoshizo Kitano. A empresa esteve envolvida em um conturbado processo de venda que terminou na semana passada com sua aquisição, por R$ 1,95 bilhão, pelo grupo americano General Mills, um dos maiores conglomerados de produtos de gêneros alimentícios do mundo - enquanto Marcos ainda estava desaparecido.
O empresário deixou um seguro de vida de R$ 600 mil, que tinha a mulher como uma das beneficiárias. Elize e Matsunaga eram casados havia dois anos e tinham uma filha de um ano. Foi o segundo casamento dele, que tinha outra filha do relacionamento anterior.