Polícia

Diretor do Denarc reconhece que Jura seguirá no comando do tráfico

Delegado Bancolini acredita que prisão deve apenas reduzir a influência do traficante

Traficante foi preso no Paraguai
Traficante foi preso no Paraguai Foto : Reprodução
Para o diretor do Departamento Estadual de Investigação do Narcotráfico (Denarc), delegado João Bancolini, a prisão de Juraci de Oliveira, o Jura, deve reduzir a influência do traficante nos pontos de distribuição de entorpecentes em Porto Alegre. No entanto, Bacolini considera ingenuidade acreditar que o sistema carcerário vai privá-lo do domínio sobre locais de comércio de drogas. “Não vamos ser ingênuos e achar que estando preso ele sai de cena", afirmou.
 
Bancolini comemorou a ação da polícia paraguaia, que tirou Jura de circulação nessa quarta. O diretor do Deic desconhece a relação do traficante gaúcho com a facção criminosa de São Paulo Primeiro Comando da Capital (PCC), como divulgado pelos sites de notícias paraguaios, ou com o Comando Vermelho, do Rio de Janeiro. Ele explicou que as investigações do Denarc não apontam para essas parcerias, mas não descartou que elas possam ter sido estabelecidas durante o período em que o criminoso ficou foragido.

O nome de Jura consta em inquéritos por tráfico de drogas. Segundo Bancolini, o bandido já estava sendo considerado um mito por muitos traficantes e adolescentes e sua prisão mostra que "ninguém e intocável". Ele lembrou que o departamento prendeu recentemente outro grande criminoso. Paulão foi detido no Rio de Janeiro e, na hierarquia do crime, é considerado maior que Jura, garantiu o policial.

O titular da Delegacia de Homicídios da Polícia Civil, Bolívar Llantada, afirmou, em entrevista ao Correio do Povo, que a prisão de Jura, de 35 anos, representa um impacto no esquema de tráfico de drogas em Porto Alegre e no Estado. O traficante foi preso na quarta-feira em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Ele foi detido em Bela Vista do Norte, departamento de Amambay, a 600 quilômetros de Assunção. No país vizinho, usava o nome de Carlos Sergio Villarba dos Santos. Jura é apontado como um dos executores do médico Marco Antônio Becker, morto em dezembro de 2008.