Uma frente composta por traficantes das vilas Jardim e Cruzeiro estaria por trás de dois homicídios na zona Sul de Porto Alegre, na quarta-feira. Intitulado “Família do Sul”, o grupo criminoso teria executado os ataques na intenção de tomar pontos de tráfico controlados por outra facção. De acordo com a Polícia Civil, os atentados não teriam relação com as outras mortes registradas no mesmo dia.
Os crimes na zona Sul ocorreram com aproximadamente uma hora de intervalo, entre 16h e 17h. No primeiro ataque, um homem foi executado na vila Maria, no bairro Cavalhada. Após, outro morreu, também a tiros, na vila Funil, no bairro Camaquã.
No final da tarde, ainda na mesma data e região, três suspeitos morreram em confronto com a Brigada Militar. Eles guiavam um Fiat Argo de cor preta, onde foram apreendidos dois revólveres e duas pistolas.
De acordo com o delegado Thiago Carrijo, o trio teria envolvimento em ambos ataques na zona Sul. Os três também seriam integrantes do grupo criminoso que tenta tomar pontos de tráfico na região.
"Temos certeza que eles tinham envolvimento com no homicídio na vila Funil e, muito provavelmente, no ataque na vila Maria também. A investigação ainda é preliminar, mas acreditamos que os dois casos ocorreram no contexto de disputas entre facções por territórios”, pontuou o delegado Thiago Carrijo.
De acordo com a investigação, as localidades onde os ataques ocorreram têm a presença de um grupo criminoso com base no Vale do Sinos, mas que também criou ramificações na zona Sul de Porto Alegre. Nenhuma das duas execuções, entretanto, teria relação com a morte de um homem no pátio de uma delegacia na vila Maria da Conceição. Ali, o crime teria sido motivado por desavenças internas entre membros de uma facção com base na zona Leste.