Maria Eva Cassoli, 50 anos, e o filho, Silvano Cassoli Gomes, 25, foram mortos com tiros de espingarda. O único sobrevivente foi o outro filho de Maria Eva, Ildo de 24 anos. Ele foi baleado nas costas, mas conseguiu fugir. A vítima, que está internada no Hospital Santa Luzia, em Capão da Canoa, disse à polícia não ter visto o rosto do atirador.
“Vamos verificar até um possível litígio pela posse de terra”, adiantou o delegado, que determinou o envio de uma equipe de investigação novamente para Maquiné. Ele aguarda ainda os laudos periciais do Departamento de Criminalística e Departamento Médico Legal.
O delegado Paulo Perez suspeita que o autor do crime conhecia as vítimas e por isso cobriu o rosto. Segundo o policial, não havia sinais de arrombamento na casa e nem de luta. Nenhum objeto foi roubado. O duplo homicídio ocorreu na residência das vítimas em uma área isolada e cercada pela mata fechada, distante cerca de 20 quilômetros do centro de Maquiné.
De acordo com Perez, a comunidade de Linha Garapiá é formada, na maioria, por pessoas que vivem da agricultura de subsistência e em condições precárias, morando até 500 metros de distância uns dos outros, cercados pela Mata Atlântica. As vítimas viviam da criação e da venda de samambaias. Na região, fica a conhecida Cascata do Garapiá, local procurado por campistas e praticantes de esportes de aventura. A dupla execução chocou a comunidade de Maquiné, sobretudo no distrito de Barra do Ouro, que fica próximo ao local do crime.