Polícia

Divulgado vídeo com os últimos passos de Bernardo

Imagens são de câmeras de vigilância de posto de combustíveis

Imagens são de câmeras de vigilância de posto de combustíveis
Imagens são de câmeras de vigilância de posto de combustíveis Foto : Reprodução Youtube / CP
Foram divulgadas as imagens captadas pelas câmeras do posto de combustíveis Avenida, nas proximidades do apartamento de Edelvânia Wirganovicz, em Frederico Westphalen. A rádio local, Luz e Alegria, disponibilizou o vídeo que mostra os últimos passos do menino Bernardo Boldrini antes de ser morto no dia 4 de abril.

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Confira o vídeo:



Cronologia do vídeo
1 - Graciele Uglini chega com Bernardo na caminhonete preta.
2 - Edelvânia Wirganovic estava esperando, mais à frente. Ela vai até o carro de Graciele e as duas conversam.
3 - Graciele estaciona a caminhonete e desce com Bernardo. Eles caminham até o Siena prata de Edelvânia.
4 - Os três entram no carro de Edelvânia.
5 - Depois de algum tempo, retornam apenas Edelvânia e Graciele. As duas se separam e vão embora.

O desaparecimento
O corpo do menino Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, natural de Três Passos, foi encontrado na noite de 14 de abril no interior de Frederico Westphalen, no Norte gaúcho. A criança ficou desaparecida por 10 dias. De acordo com informações do pai, o médico Leandro Boldrini, Bernardo teria saído de casa para dormir na casa de um amigo, mas nunca chegou à residência do vizinho. O pai descobriu o desaparecimento apenas no domingo, quando foi buscar o garoto.

A operação para encontrar o menino mobilizou o Corpo de Bombeiros, a Brigada Militar e a Polícia Civil. O cadáver estava dentro de um saco, nu, enterrado em uma área de mato numa propriedade rural. A família vivia em Três Passos, distante cerca de 100 quilômetros do local onde o corpo foi encontrado.

A titular da Delegacia de Três Passos, delegada Caroline Bamberg Machado, cuidou do caso desde o desaparecimento até a entrega do laudo final ao Ministério Público, nesta terça-feira.

Prisões preventivas
O pai de Bernardo, Leandro Boldrini, a madrasta da vítima, Graciele Uglini, e a amiga do casal e assistente social, Edelvânia Wirganovicz, de Frederico Westphalen, foram presos preventivamente, após uma medida cautelar, como suspeitos da morte do garoto. A suspeita é de que o menino tenha sido dopado e assassinado com uma injeção letal.

Uma das hipóteses levantada pela Polícia Civil para explicar o assassinato de Bernardo é a motivação econômica. O menino é herdeiro da parte do capital da família a ser destinada à mãe, morta em 2010.
A madrasta de Bernardo, a enfermeira Graciele, prestou depoimento à polícia no dia 30 de abril na Penitenciária Modulada de Ijuí, no Planalto Médio. Graciele disse aos policiais que a morte do menino foi acidental por ingestão de medicamentos. Ela negou a participação do pai de Bernardo na morte do filho. A madrasta admitiu ter administrado a medicação para acalmar o enteado. Uma das suspeitas é que a dose pode ter sido a causa da morte.

O advogado da assistente social, Demétrius Eugênio Grapiglia, acompanhou o depoimento de Graciele. De acordo com ele, a madrasta de Bernardo disse aos policiais que a cliente não teve participação na morte do menino. Edelvânia Wirganovicz se declarou inocente em relação ao homicídio. O advogado reiterou que a amiga dos pais do garoto participou, pressionada, da ocultação do cadáver. Edelvânia também garantiu que o homicídio foi acidental e que o pai do menino não participou do crime.

Em 2 de maio, o juiz da 1ª Vara Judicial da Comarca de Três Passos, Marcos Luís Agostini, negou o habeas corpus, pedido de revogação da prisão temporária, para o médico Leandro Boldrini. O magistrado ponderou que a segregação temporária foi decretada por 30 dias porque o delito é considerado hediondo e o prazo não havia expirado.

Morte da mãe de Bernardo é contestada
O advogado Marlon Taborda, representante da avó materna de Bernardo Boldrini, Jussara Uglione, pediu a de reabertura do inquérito da morte de Odilaine Uglione, mãe do menino. O advogado contestará o laudo de 2010 - ano da morte de Odilaine -, que apontou suicídio. "Achei mais de uma dezena de razões, enumerei-as e juntei à documentação técnica", explicou o advogado. Evandro Wirganovicz

Após o ingresso na Justiça, o requerimento deve ser disponibilizado ao Ministério Público de Três Passos, que poderá determinar novas investigações policiais. Jussara diz ter certeza de que a filha morreu com um tiro, mas afirma não ter certeza se foi ela quem o disparou.

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