De acordo com a coordenadora da operação, delegada Sílvia Coccaro, uma denúncia da CEEE motivou a operação. "Os suspeitos incentivavam as pessoas que tivessem seus aparelhos queimados, como microondas e televisores, a ingressar na Justiça contra a Companhia", explicou. Somente em 2012, a CEEE desembolsou R$ 150 mil do dinheiro público com o pagamento de indenizações.
Silvia Coccaro explicou que os ex-prestadores de serviços “sabiam muito bem o que geraria indenização por danos” e forjavam assim os pedidos ressarcimento com os supostos consumidores prejudicados por “problemas” na rede de energia elétrica. Notas fiscais frias, previamente assinadas em branco, eram preenchidas com determinados valores, sendo encaminhadas junto com os pedidos de ressarcimento.
Policiais cumpriram 16 mandados de busca e apreensão em estabelecimentos comerciais nos municípios de Alvorada, Porto Alegre e Viamão. Em Viamão, em uma loja de eletrônicos e consertos, foram apreendidos documentos, entre eles, DVDs que ensinavam como elaborar uma fraude alterando notas fiscais. Dois proprietários de um dos estabelecimentos, onde foram cumpridos os mandados, foram conduzidos ao Deic para prestar esclarecimentos à polícia.
Os proprietários desses eletrônicas devem agora prestar esclarecimentos. Os consumidores beneficiados pelo esquema também deverão ser responsabilizados. “É um cartel onde combinavam preços entre si”, resumiu a delegada Silvia Coccaro, alertando ainda que as companhias privadas do setor elétrico sobre a possibilidade de também serem vítimas.
Com informações do repórter Luciano Nagel.