O titular da 1ª Delegacia de Investigações do Narcotráfico (DIN), delegado Mário Souza, ressaltou que cinco fuzis já foram apreendidos neste ano no Estado e que a polícia busca identificar a origem das armas. “Os fuzis eram novos e estavam ainda dentro das caixas. Nunca foram usados”, observou o delegado, acrescentando que cada um deve ter custado em torno de R$ 50 mil.
Segundo Mário Souza, as investigações em torno do distribuidor de drogas duraram seis meses e nesse período foi descoberta a chegada das armas, ocorrida há pouco mais de uma semana. De acordo com ele, o trabalho investigativo foi suspenso então para que ocorresse a apreensão do armamento, retirando rapidamente o poder de fogo dos traficantes. O delegado desconhece o que seria feito com os dois fuzis, mas considerou preocupante a crescente obtenção deste tipo de armamento pelo narcotráfico gaúcho. Ele alertou inclusive sobre a possibilidade dessas armas serem usadas em confrontos com as forças policiais.
Conhecido como CZ, o fuzil apreendido tem capacidade de 40 tiros por minutos, com uma velocidade de 830 m/s, além de atingir um alvo até 1,8 mil quilômetro de distância. Leve, a arma suporta munição de calibre 556 e pode perfurar uma viatura policial. Para o diretor de investigações do Denarc, delegado Heliomar Franco, ainda é uma incógnita como os fuzis saídos do Leste Europeu chegaram ao Rio Grande do Sul.
A polícia suspeita que as armas pudessem ser usadas em ataques a carros-fortes no interior do Estado. Nessa segunda, dois veículos foram atacados na BR 116, em Nova Petrópolis, na Serra. A quadrilha usava um fuzil e disparou contra um dos blindados.
Com informações do repórter Luciano Nagel
Fuzis foram encontrados embaixo de uma cama / Foto: Heliomar Franco / Denarc / Divulgação / CP
Veja o vídeo da apreensão: