No dia 23 de maio, os corpos das vítimas foram encontrados amarrados em cadeiras. Conforme o titular da 2ª Delegacia de Polícia de Investigação de Homicídios e Desaparecidos (DHD) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), delegado Arthur Teixeira Raldi, elas apresentavam sinais de tortura e foram carbonizadas.
As investigações apuraram que as vítimas haviam comprado uma casa na invasão existente na avenida Protásio Alves, tendo restado uma dívida com os supostos patrões do tráfico na localidade. Após diversas cobranças e ameaças, as jovens fugiram da localidade mas, após algum tempo, receberam a informação de que poderiam voltar para pegar suas coisas. Na ocasião, foi registrado o desaparecimentos das duas. Um dia depois, os corpos foram encontrados.
Após a identificação dos possíveis responsáveis pelo crime, o delegado solicitou mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão nos endereços dos suspeitos. Doze policias da 2ªDHD/Deic, em quatro viaturas, cumpriram os mandados. Um dos presos, conhecido como Vando, tentou fugir pelo telhado portando uma arma de numeração raspada municiada.
Os agentes o seguiram em meio aos telhados das casas vizinhas, tendo o suspeito, com a aproximação dos policiais, tentado se livrar da arma, arremeçando-a em direção a um matagal. Após buscas, a arma foi localizada e o suspeito detido. Já havia sido expedido mandado de prisão contra ele por porte ilegal de arma de uso restrito. Os presos serão encaminhados ao Presídio Central.