Polícia

Dois meses depois, polícia ainda busca pistas de desaparecimento em Pelotas

Perícia no computador de professora da Universidade Federal pode trazer novos fatos

Perícia no computador de Cláudia Hartleben pode trazer novos fatos
Perícia no computador de Cláudia Hartleben pode trazer novos fatos Foto : Reprodução CP
O desaparecimento da professora Cláudia Hartleben, do curso de Biotecnologia da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), completou dois meses nesta terça-feira. A mestra, de 47 anos, desapareceu na noite de 9 de abril. O delegado Félix Rafanhim, da Delegacia de Homicídios e Desaparecidos local, afirmou estar aguardando os resultados de perícias. “Foi solicitada perícia no computador da professora”, revelou.

“Verificamos nestes dois meses todas as informações que chegaram. Ainda estamos checando outras, como quebra dos sigilos bancários e telefônicos”, relatou o delegado. Os policiais estiveram em várias cidades da região para investigar informações do paradeiro de Cláudia, mas nada foi encontrado. “Espero que os resultados das perícias pendentes indiquem alguma materialidade. Porém, há pessoas que temos interesse em investigar.”

Para o promotor de Justiça Guilherme Kratz, responsável pelo caso, estão descartadas as possibilidades de desaparecimento espontâneo e sequestro. “Com o tempo estas hipóteses perdem força”, analisou. “Com o passar dos dias, a possibilidade mais provável é a de homicídio com ocultação de cadáver”, opinou. O promotor contou que a investigação abrange pessoas em contato direto com a professora. “Muitas investigações são para esclarecer o comportamento de familiares e pessoas próximas.”