Os dois policiais, um deles na ativa e o segundo, um sargento da reserva, foram presos por tráfico de drogas e desacato, ainda pela manhã. O policial militar da ativa é lotado no 24º Batalhão de Polícia Militar, em Alvorada. Ele entregou um vídeo à TV Record, com ameaças ao governador.
Os detalhes sobre a investigação foram apresentados na tarde desta quarta, durante uma entrevista coletiva conjunta concedida pelo Comando da Brigada Militar e a Chefia da Polícia Civil, no sede do Comando-Geral da BM.
Em um dos áudios interceptados pela polícia, o sargento da reserva negocia com outra pessoa a realização de um protesto com cartazes e queima de pneus na avenida Getúlio Vargas, em frente à prefeitura de Alvorada. Ex-cozinheiro do Palácio Piratini durante o governo de Olívio Dutra, ele foi preso por desacato ao agredir um policial que fazia buscas na residência em que mora.
Já o soldado da ativa, de 34 anos, dez deles de Brigada Militar, foi preso em casa, flagrado com uma quantidade de crack e cocaína. Segundo a Polícia Civil, ele foi o responsável por colocar uma falsa bomba no viaduto da Borges de Medeiros e há uma possibilidade de ele ter colocado um artefato explosivo na rua Fernando Machado, nas imediações do Palácio Piratini, no Centro de Porto Alegre.
O comandante-geral da BM ressaltou que um processo disciplinar administrativo foi instaurado, podendo resultar na expulsão dos militares envolvidos. Conforme o coronel Sérgio Abreu, a atitude dos suspeitos afrontou os princípios éticos da corporação, expondo a entidade de forma criminosa .
Ao todo, 26 inquéritos militares foram instaurados para apurar os mais de 70 protestos que ocorreram no Estado desde 4 de agosto. O prazo é de 50 dias para que a BM conclua o inquérito policial militar aos cuidados da Corregedoria-Geral e da Inteligência da corporação.