A movimentação não foi percebida pelos agentes penitenciários, que souberam do ocorrido depois de serem chamados por outros apenados para socorrer os atingidos pelos disparos. Os três presos foram encaminhados ao hospital do município, mas os dois primeiros acabaram falecendo. Alves segue internado em observação.
O diretor Roque Valmor dos Santos disse que os três pertenciam à mesma facção, denominada "Abertos", e que teriam se desentendido por motivo desconhecido. Ele afirma que são realizadas revistas diárias, mas mesmo assim é difícil evitar o porte de armas pelos detentos, em razão de haver menos de 10 agentes para controlar uma área de 99 hectares e um prédio com 10 alojamentos.
O Instituto conta com 128 apenados que cumprem pena no regime semiaberto. Na semana passada, a Justiça decretou a interdição total da instituição do Vale do Rio Pardo devido a deficiências materiais e pessoais. Com isso, fica proibido o ingresso de detentos novos, inclusive em caso de permuta.
Em 2008, o prédio antigo já havia sido interditado por problemas como apreensões de drogas, presos armados e três homicídios de apenados. A Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) deverá investigar as mortes, assim como a Polícia Civil.