De acordo com a delegada-titular da 42ª Delegacia de Polícia (Recreio), Adriana Belém, a proprietária do Glória Center Parque de Diversões "tem 90% de chance de ser indiciada", porque as análises preliminares da perícia e da própria delegada mostram que o brinquedo estava em mau estado de conservação.
A dona do parque, Maria Glória Pinto, os produtores do evento que acontecia no local e o operador do brinquedo que quebrou prestaram depoimento de madrugada e foram liberados. A delegada diz que ainda tem de ouvir mais uma lista de pessoas para concluir o inquérito, que deve ser feito no prazo de 30 dias.
Entre os que devem prestar depoimentos estão as vítimas do acidente e o engenheiro. Segundo Adriana, o documento do engenheiro responsável pelo parque diz que o brinquedo estava em bom estado de conservação, o que contrasta com a situação verificada por ela e pelos peritos. "Quero um posicionamento do engenheiro para contestar o que a perícia viu. No documento ele diz que [o brinquedo] estava em bom estado, mas não estava."
A delegada disse que vai voltar ao parque nesta segunda-feira para observar mais uma vez o cenário da tragédia. O laudo definitivo sobre o acidente deve sair em dez dias.