De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil, a empresa de grande porte despejava sangue de animais cozido à céu aberto em grande quantidade sobre o solo. Além disso, a estação de tratamento de efluentes tinha estrutura precária, com vazamentos forte de matéria orgânica apodrecida sendo levada a um arroio.
Depois da primeira detenção, moradores dos arredores ligaram para a polícia, às 20h, alertando para cremação de material orgânico. Foram encontrados problemas respiratórios na população em razão do excesso de fuligem e resíduos particulados na atmosfera. Segundo a delegada Elisangela Reghelin, o empresário não tinha licença para a queima dos resíduos e foi reconduzido em flagrante à delegacia.
"Eles tinham um crematório para resíduo de ovinos. Faziam a queima do que sobra: patas, cérebros, ossos e miúdos em geral", detalhou Elisângela. "É uma atividade potencialmente poluidora e compromete a saúde dos moradores ao redor. Precisa ser fiscalizada e não tinha licença de operação", destacou ela.
Além do proprietário do frigorífico, foram detidos para depoimento dois técnicos. Uma veterinária e um químico trabalhavam no local sem condições legais de funcionamento. Todos serão liberados para responder a processo em liberdade.