A Polícia Civil indiciou os proprietários de um centro esportivo que desabou em Giruá, no Noroeste gaúcho. Os suspeitos são um homem e uma mulher, que são irmãos. Eles foram autuados por lesão corporal culposa e homicídio culposo, que é quando não há intenção de matar.
A estrutura colapsou em novembro de 2023. Na ocasião, uma pessoa morreu e outras 57 ficaram feridas.
De acordo com a investigação, a maior parte do ginásio não tinha alvará de funcionamento. Também não havia registros no Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia (Crea), que seria responsável pela fiscalização do exercício das obras, nem de um responsável técnico.
O inquérito também aponta para a inexistência de um projeto para a construção das bases do centro esportivo. Por fim, ainda foi constatado que a estrutura não era vistoriada com regularidade.
A conclusão da Polícia Civil foi remetida ao Ministério Público do RS (MPRS). Caso o órgão decida prosseguir com a acusação dos donos do ginásio, caberá ao Tribunal de Justiça aceitar a denúncia.
O ginásio, localizado no bairro Mucha, na entrada de Giruá, era particular. O local tinha canchas de futebol sete, vôlei, entre outras quadras poliesportivas.
De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar, a construção desabou quando quase 100 pessoas participavam de uma confraternização no interior do local. A mulher que morreu foi identificada como a fisioterapeuta Isabeli Soardi, de 26 anos.
Além da morte de Isabeli, cuja mãe é professora e o pai trabalha no serviço de transporte escolar, duas pessoas foram internadas em estado grave. Elas foram levados a hospitais de Santo Ângelo e Santa Rosa. Uma delas precisou passar por quase 10 cirurgias e ainda apresenta sequelas.
Na época dos fatos, Giruá havia decretado situação de emergência por conta de um forte temporal que atingiu a cidade e gerou uma série de transtornos. A chuvarada somada a rajadas de vento, danificou mais de 100 residências, além de derrubar árvores e postes de energia elétrica.