Polícia

Duas mulheres são suspeitas de desviar mais de R$ 1 milhão de empresa em Porto Alegre

Operação da Polícia Civil descobriu estelionato em companhia que administra condomínios

Mulheres são suspeitas de desviar mais de R$ 1 milhão de empresa em Porto Alegre
Mulheres são suspeitas de desviar mais de R$ 1 milhão de empresa em Porto Alegre Foto : Polícia Civil / Divulgação / CP
Duas mulheres, que atuam como coordenadora financeira e analista, são suspeitas de desviar mais de R$ 1 milhão de uma empresa responsável por administrar condomínios em Porto Alegre. O crime foi descoberto através da Operação AMV, deflagrada na manhã desta sexta-feira. Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Capital e em Sapucaia do Sul, segundo informações do titular da Delegacia de Capturas, delegado Arthur Raldi.  

"Temos a informação de que o prejuízo esteja entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão. O crime teria ocorrido entre os anos de 2013 e 2016, mas trabalhamos com uma hipótese muito forte de que os delitos são anteriores", disse em entrevista ao Correio do Povo. 

Raldi explicou que a operação começou a partir da denúncia da própria empresa, que tem sede na avenida Azenha, em Porto Alegre. "Elas usavam cartões corporativos de uma companhia e a partir disso realizavam compras em nome da empresa que administra condomínios. Ao notar gastos excessivos, responsáveis pelos cartões ligavam para saber o motivo das compras e eram atendidos justamente pela coordenadora financeira, que estava no esquema", afirmou. 

O delegado comentou que as desconfianças aumentaram e só foram confirmadas quando a companhia responsáveis pelos cartões decidiu acionar diretamente o proprietário da empresa de condomínios. "Eles conversaram com o proprietário e revelaram os gastos que eram feitos. Temos documentos que comprovam que mais de R$ 100 mil foram usados para vestuário feminino, além de pagamento de combustíveis e até de construção", acrescentou Raldi.  

Conforme Raldi, as duas suspeitas não foram presas porque o pedido de mandado de prisão não foi aceito. "A investigação vai continuar e elas devem ser chamadas para prestar esclarecimentos. Além disso, acreditamos que mais pessoas podem ter se beneficiado do uso dos cartões corporativos. Elas podem ser indiciadas por crimes de estelionato e associação criminosa", observou.