Polícia

Duas pessoas são presas em operação da Polícia Civil em Porto Alegre

Ação ocorreu no bairro Azenha nesta segunda-feira

Duas pessoas são presas em operação da Polícia Civil em Porto Alegre
Duas pessoas são presas em operação da Polícia Civil em Porto Alegre Foto : Polícia Civil / Divulgação / CP
* Com informações da repórter Jessica Hübler 

Duas pessoas foram presas na operação variedades deflagrada pela Polícia Civil nesta segunda-feira. De acordo com informações preliminares dos policiais, a ação ocorreu em combate aos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa praticados por um grupo que atuava há anos explorando jogos de azar e casa de prostituição. Além da prisão, automóveis foram sequestrados e imóveis bloqueados.

Devido a operação, o trânsito ficou lento no bairro Azenha, onde ocorria a ação da Polícia Civil. Segundo a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), o trafégo chegou a ficar bloqueado no sentido Centro-Bairro, na avenida Azenha, próximo a Princesa Isabel, onde refletiu nos dois sentidos da avenida Ipiranga. 

Esquema

Os valores obtidos com os diversos delitos praticados eram revertidos em bens móveis e imóveis, adquiridos em nome de terceiros, familiares ou não, cooptados a participar do vantajoso esquema criminoso. Para maquiar a entrada de valores consequentes de delitos, o líder da organização utilizava empresas constituídas em nome de seu pai e irmão, bem como de uma “laranja”, também participante do esquema.

Os clientes da casa de jogos, localizada em prédio anexo a uma das empresas físicas, tinham a opção de utilizar as máquinas de cartões de débito ou crédito deste estabelecimento comercial, corroborando a confusão patrimonial caracterizadora da lavagem de dinheiro. Foram cumpridas três prisões preventivas, do líder desta organização, da sua principal auxiliar, bem como de uma “laranja”, que além de trabalhar na casa de jogos abriu uma empresa de fachada em seu nome para que o primeiro pudesse movimentar valores espúrios.

Além disso, 13 veículos, alguns de luxo, que somam o montante de R$ 681,4 mil foram sequestrados, 13 imóveis que totalizam R$ 9,3 milhões foram bloqueados e todos os estabelecimentos utilizados para a prática de crimes precedentes e a ocultação de valores ilícitos foram lacrados por determinação judicial.

Durante as investigações, foi verificado que no final de 2016 foi aberta uma empresa em nome do pai do líder da organização que teria como finalidade administrar os imóveis comerciais que haviam sido adquiridos pelo grupo com o dinheiro sujo. As contas bancárias de todos os investigados e das empresas identificadas foram bloqueadas e o montante será ainda apurado.

Ação ocorreu por meio da Divisão de Inteligência Policial e Análise Criminal, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e da Delegacia de Polícia de Repressão ao Crime de Lavagem de Dinheiro do Gabinete de Inteligência e Assuntos Estratégicos (GIE).