O taxista Luciano Soares, colega de dois dos motoristas, levantou a hipótese no fim de semana. “Ele foi bem claro ao afirmar: 'Agora não vou mais roubar vocês. Vou matar'”, disse. “Além disso, este criminoso só rouba aparelhos de CD. E foi o que faltava nos carros, sendo que num deles, o GPS também foi levado”, comentou.
Depois das mortes, representantes do Comando de Policiamento da Capital (CPC) e do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi) estiveram reunidos nesta segunda-feira para discutir medidas com a finalidade de coibir os ataques na Capital. No encontro, a Brigada Militar (BM) se comprometeu a realizar barreiras policiais em lugares específicos.
A polícia confirmou que mesma arma foi usada para assassinar os três taxistas. O delegado Soares confirmou que na terça-feira vai analisar imagens obtidas em locais por onde as vítimas podem ter passado na madrugada de sábado. No bairro Mario Quintana, o corpo de Cláudio Gomes, de 59, foi encontrado junto do Corsa Classic que ele conduzia. Na vila Ipiranga foi encontrado o corpo de Edson Roberto Loureiro Borges, de 50. O Passat que ele dirigia foi abandonado na rua Bogotá, na divisa dos bairros Jardim Lindoia e São Sebastião. O corpo de Eduardo Ferreira Hass, de 31 anos, foi achado no bairro Passo D’Areia. No início da manhã de sábado, o táxi Corsa Classic dele foi encontrado na rua Mata Bacelar, entre as avenidas Nova York e Mariland, no bairro Auxiliadora.