Bianchi ressaltou que por várias vezes reivindicou maior atenção à segurança pública no município junto ao governo do Estado. "A resposta é sempre a mesma: não tem como mandar (mais policiais) porque não tem", contou.
O comportamento dos moradores parece demonstrar que, antes do assalto à fábrica de joias, na madrugada deste domingo, não havia grande preocupação com a segurança. É comum encontrar roupas penduradas em varais próximos à rua, sem nenhuma grade ou cerca. Apesar disso, esta não foi a primeira vez que o município sofreu com a violência. Há cerca de um ano e meio, o assalto a uma agência do Banrisul, localizada no Centro da cidade, levou pânico à população.
Com cerca de 3,9 mil habitantes, Cotiporã tem na agricultura a base da sua economia. A atividade responde por 62% do PIB, com destaque para a produção de uva. Esquadrias e joias também estão entre os principais produtos do município.
O assalto
Na madrugada deste domingo, criminosos entraram em confronto com a Brigada Militar durante assalto à fábrica de joias Guindani. Três bandidos morreram, entre eles Elisandro Rodrigo Falcão, o homem mais procurado do Rio Grande do Sul. Ele foi baleado no rosto ao tentar ultrapassar uma barreira policial.
Cerca de 20 horas depois, a Brigada Militar confirmou ter resgatado as nove pessoas que foram feitas reféns pela quadrilha. Todas saíram ilesas. Agora, a polícia segue com barreiras montadas em estradas da região para capturar os assaltantes. A avaliação é de que os bandidos estejam sem carro e sem condições de se deslocar na mata da região, o que pode facilitar as buscas.