Polícia

“Ele disse que iria se entregar”, alega subcomandante da BM

Após 16 horas, cárcere privado termina com duas pessoas mortas em Guaíba

Oficial contou que sequestrador falou que iria se render
Oficial contou que sequestrador falou que iria se render Foto : Arthur Puls
Os disparos efetuados pelo homem que mantinha a ex-companheira em cárcere privado, em Guaíba, na Região Metropolitana, surpreenderam a Brigada Militar, que esperava uma rendição na manhã desta segunda-feira. “Tínhamos estabelecido a negociação e ele disse que iria se entregar, mas infelizmente atirou nela e depois cometeu suicídio”, explicou o subcomandante da corporação, coronel Altair de Freitas Cunha.

Após aproximadamente 16 horas de cárcere privado, a polícia ouviu três tiros e invadiu a casa em que o casal estava. Cleomar Antônio da Silva, 36 anos, e Luciana Rodrigues Souza, 28, foram retirados do local em macas e levados para o hospital do município. A morte de ambos foi confirmada minutos depois, primeiro pela Brigada Militar e, em seguida, pela instituição de saúde.

O pai da vítima, Darci Rodrigues Souza, 53 anos, ficou transtornado com a notícia de que a filha havia sido baleada. Ele chegou à área isolada, logo depois da saída da ambulância. “O homem é ruim. É a pessoa mais ruim que eu já vi na face da terra. Prometeu atirar nela e nas filhas”, disse se referindo ao ex-genro.


Casal foi retirado da casa em macas e levado em uma ambulância para o hospital | Foto: Arthur Puls 

O casal estava separado e tinha duas meninas. Por volta das 15h30min desse domingo, eles teriam se encontrado em um posto de combustíveis, brigado e seguido até a casa onde a mulher morava. No local, Silva decidiu manter a ex-companheira sob a mira de uma arma.

A Brigada Militar iniciou a negociação com o homem através de ligações telefônicas, efetuadas de uma em uma hora. Silva recebeu cigarros e havia a possibilidade de a luz ser cortada para forçar uma rendição, mas os disparos ocorreram antes.

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