Em uma nota oficial divulgada no início da noite desta segunda-feira, a Chefia da Polícia Civil pediu “bom senso” aos agentes que aderiram à paralisação iniciada horas antes, na qual, por determinação do sindicato, não estão sendo cumpridos mandados e as viaturas ficaram paradas.
O primeiro dia da paralisação foi considerado exitoso pelo Ugeirm Sindicato. A orientação é de que sejam mantidos apenas os casos de urgência e emergência durante a greve, com 30% do efetivo mantido em cada órgão da Polícia Civil.
A nota da Chefia da Polícia Civil ressaltou que o atendimento é importante à população, ainda que garanta reconhecer o direito à manifestação. A nota diz ainda que a chefia acompanhará os trabalhos realizados durante a paralisação – que deverá ser mantida até que os salários sejam pagos integralmente pelo Piratini. Nesta terça-feira, o Governo do Estado informou que quitará os salários de servidores que recebem até R$ 4 mil.
• Nota da Chefia da Polícia Civil
A Polícia Civil reconhece o direito de manifestação dos agentes policiais, mas ressalta a importância de que sejam observados os parâmetros legais.
A atividade de polícia judiciária é essencial à manutenção da ordem pública, devendo ser atendida e preconizada. A sociedade não poderá ficar completamente desassistida, sendo necessária a atuação, mesmo prioritária, visando preservar a segurança, a paz social e a incolumidade das pessoas e do patrimônio.
Os delegados de polícia, gestores dos órgãos policiais, considerando eventual redução do efetivo, avaliarão quais as demandas prioritariamente deverão ser atendidas, no que, temos absoluta certeza, falará mais alto o bom senso e a responsabilidade profissional de todos os policiais, agentes e delegados.
A Chefia de Polícia acompanhará o desenvolvimento da atividade policial neste período, a fim de evitar prejuízos aos cidadãos.
A polícia é única, juntos somos fortes e merecedores da confiança da sociedade, que não ficará desamparada, mesmo nos momentos mais difíceis.
Em nota, Polícia Civil pede “bom senso” a grevistas
Chefia do órgão afirmou que compreende manifestação, mas salienta que serviço é essencial