Polícia

Em protesto por morte de sargento, policiais fazem sirenaços em delegacias

Grupo prestou homenagem João Marcelo Borges Desidério, morto em confronto em Erval Grande

Policiais fazem sirenaço em frente a delegacias
Policiais fazem sirenaço em frente a delegacias Foto : Guilherme Testa
Com sirenaço em frente de delegacias em todo o Rio Grande do Sul, a Polícia Civil prestou ao meio dia desta segunda-feira uma homenagem ao sargento João Marcelo Borges Desidério, 43 anos, morto com tiro de fuzil disparado pelos criminosos que atacaram com explosivos a agência do Banrisul da cidade de Erval Grande, na madrugada de sábado passado. Em algumas cidades foram estendidas faixas de luto.

Durante o final de semana, a Brigada Militar já havia realizado manifestação semelhante. O sirenaço, que durou um minuto, foi organizado pela Ugeirm Sindicato, que representa os policiais civis. Em Porto Alegre, o sirenaço foi realizado na frente do Palácio da Polícia, no cruzamento das avenidas João Pessoa e Ipiranga.

Durante o ato, o presidente da Ugeirm Sindicato, Isaac Ortiz, fez um apelo para que os colegas brigadianos não entrem mais em confronto com os criminosos que estão munidos de armamento pesado. Conforme o dirigente sindical, a falta de efetivo da BM e de equipamentos adequados para o embate, como armas mais potentes, colocam os policiais militares sempre em desvantagem. “Com certeza outras mortes vão se repetir. Não façam enfrentamento pois não vale a pena”, enfatizou, assinalando que a situação dos brigadianos nas pequenas cidades é muito crítica. “Estão entregues à própria sorte”, lamentou, acrescentando que o atual momento “é de caos na segurança pública”.

No confronto com os criminosos que atacaram o banco, o sargento João Marcelo Borges Desidério foi atingido com dois disparos de fuzil no abdômen mesmo usando colete balístico. O policial militar não resistiu aos graves ferimentos e morreu durante atendimento médico no Hospital de Caridade de Erechim. O corpo dele foi sepultado em sua terra natal, Alegrete. O policial, que havia ingressado na BM em 1993, deixou desamparados esposa e dois filhos.