A Brigada Militar está em alerta após registrar aumento dos casos de arremesso no Complexo Prisional de Charqueadas. De acordo com a corporação, geralmente há uma média de dois ou três casos do tipo por semana. No intervalo dos últimos sete dias, entretanto, foram flagradas nove tentativas de lançar ilícitos para o interior das unidades na região Carbonífera.
Todas as ocorrências foram atendidas pelo efetivo do 2ª Cia do 28º BPM. Isso porque a Polícia Penal é responsável por gerir o interior dos estabelecimentos, enquanto os militares garantem a segurança no entorno.
Em uma semana, o 28º BPM impediu que um montante quase incontável de drogas, celulares e facas ultrapassasse o limite das muralhas em Charqueadas. Houve casos em que a guarnição prendeu os responsáveis e, em outros, mesmo sem detenções, os ilícitos foram recolhidos. Vale destacar que não há tipificação do arremesso como crime no código penal, ou seja, apenas prisões em flagrante podem ser efetuadas nesse tipo de situação.
O caso mais recente ocorreu na madrugada desta terça-feira, quando foi registrada a tentativa de arremesso de dois tijolos de maconha na Penitenciária Modulada Estadual de Charqueadas (PMEC). Os responsáveis pelo ato conseguiram fugir, mas a apreensão somou meio quilo da droga.
Próximo do local, na madrugada de segunda-feira, um homem foi preso em flagrante por tráfico de drogas. Na ocasião, ele foi surpreendido por soldados do 28º BPM quando tentava arremessar porções de maconha, cocaína, aparelhos celulares, facas e balanças de precisão na Penitenciária Estadual de Charqueadas 2 (PEC 2).
De acordo com o comandante do 28º BPM, major Helcio Gaira, além dos arremessos, também é comum que os soldados interceptem drones que sobrevoam as penitenciárias. O oficial prefere não vê nenhum motivo específico que possa ter gerado o aumento de ocorrências no entorno do Complexo Prisional de Charqueadas. Ele garante, no entanto, que o efetivo está de prontidão para coibir movimentações atípicas na localidade.
"Não importa quantas vezes os criminosos tentem lançar materiais para o interior das casas prisionais, nosso dever é impedir que isso ocorra. É isso que temos feito, e vamos continuar fazendo. Eles podem arriscar arremessos, mas precisam saber que serão detidos e os ilícitos, apreendidos”, enfatizou o comandante do 28º BPM.