Polícia

Empresária é assassinada em São Leopoldo

Suspeita cuidava de crianças na creche da vítima

O corpo da empresária Janice Schneider, 37 anos, foi encontrado nesse sábado em São Leopoldo, no Vale do Sinos. Ela estava pela manhã dentro de uma casa, no bairro Scharlau, embaixo da cama, com um saco na cabeça. A Brigada Militar foi acionada por uma ligação anônima. De acordo com parentes, Janice estava desaparecida desde quinta-feira, quando teria sacado R$ 9 mil para pagar funcionários. Em seu carro, havia marcas de sangue.

De acordo com a polícia, a suspeita do assassinato trabalhou na creche administrada pela empresária. Segundo o delegado Adriano Nonnenmacher, a ex-empregada era uma das funcionárias responsáveis por cuidar das crianças. Para a polícia, a investigada agiu em conjunto com o companheiro para matar a vítima por estrangulamento. Ambos estão foragidos e não tiveram os nomes divulgados. Janice estava desaparecida há dois dias quando o corpo foi encontrado.

A polícia descobriu que a ex-funcionária havia ligado para o estabelecimento perguntando quando seria o dia do pagamento. “O crime foi premeditado”, concluiu o policial. O delegado disse que também investiga a possibilidade de o assassinato ter sido motivado por vingança. Familiares da vítima disseram à polícia que a ex-empregada havia sido despedida por suspeita de furto de dinheiro da creche.

A polícia chegou até o local em que o corpo estava escondido após uma denúncia. O informante, que não teve o nome divulgado, tinha relação com os suspeitos e disse ter ficado sabendo do crime porque o companheiro da ex-funcionária da creche havia solicitado a ele que fosse buscar documentos esquecidos na casa em que estava o cadáver. Com a recusa, o homem ameaçou o informante, dizendo que poderia matá-lo, pois já havia assassinado uma pessoa.

Janice foi vista pela última vez na quinta-feira, após sacar dinheiro em uma agência da Caixa Econômica Federal do bairro Scharlau. O carro que ela dirigia foi encontrado no mesmo dia, no bairro. O veículo havia sido higienizado com alvejante. Testes com reagente químico identificaram, no entanto, a presença de sangue no banco traseiro. Para o delegado, a vítima pode ter sido assassinada dentro do automóvel no dia do desaparecimento. Imagens das câmeras do banco e dos equipamentos instalados na rua não mostram a abordagem, segundo Nonnenmacher. De acordo com a polícia, o casal suspeito do crime comprou uma moto com notas de R$ 50, que deve ter sido utilizada na fuga. A Polícia Civil e a Federal – que monitora aeroportos – foram acionados para tentar capturar os suspeitos, que não têm antecedentes.

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