De acordo com a polícia, a suspeita do assassinato trabalhou na creche administrada pela empresária. Segundo o delegado Adriano Nonnenmacher, a ex-empregada era uma das funcionárias responsáveis por cuidar das crianças. Para a polícia, a investigada agiu em conjunto com o companheiro para matar a vítima por estrangulamento. Ambos estão foragidos e não tiveram os nomes divulgados. Janice estava desaparecida há dois dias quando o corpo foi encontrado.
A polícia descobriu que a ex-funcionária havia ligado para o estabelecimento perguntando quando seria o dia do pagamento. “O crime foi premeditado”, concluiu o policial. O delegado disse que também investiga a possibilidade de o assassinato ter sido motivado por vingança. Familiares da vítima disseram à polícia que a ex-empregada havia sido despedida por suspeita de furto de dinheiro da creche.
A polícia chegou até o local em que o corpo estava escondido após uma denúncia. O informante, que não teve o nome divulgado, tinha relação com os suspeitos e disse ter ficado sabendo do crime porque o companheiro da ex-funcionária da creche havia solicitado a ele que fosse buscar documentos esquecidos na casa em que estava o cadáver. Com a recusa, o homem ameaçou o informante, dizendo que poderia matá-lo, pois já havia assassinado uma pessoa.
Janice foi vista pela última vez na quinta-feira, após sacar dinheiro em uma agência da Caixa Econômica Federal do bairro Scharlau. O carro que ela dirigia foi encontrado no mesmo dia, no bairro. O veículo havia sido higienizado com alvejante. Testes com reagente químico identificaram, no entanto, a presença de sangue no banco traseiro. Para o delegado, a vítima pode ter sido assassinada dentro do automóvel no dia do desaparecimento. Imagens das câmeras do banco e dos equipamentos instalados na rua não mostram a abordagem, segundo Nonnenmacher. De acordo com a polícia, o casal suspeito do crime comprou uma moto com notas de R$ 50, que deve ter sido utilizada na fuga. A Polícia Civil e a Federal – que monitora aeroportos – foram acionados para tentar capturar os suspeitos, que não têm antecedentes.