Filipetto foi preso na terça-feira numa operação conjunta da Polícia Civil de Barão de Cotegipe, Secretaria Estadual de Vigilância Sanitária e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Junto com o empresário, foram presos dois supostos responsáveis por um dos depósitos, também com medicamentos estocados em local inadequado. Os outros dois detidos, no entanto, permanecem presos. Todos podem ser indiciados por tráfico de drogas.
Filipetto chegou a passar mal na Delegacia de Polícia de Barão de Cotegipe quando foi preso. Conduzido ao Pronto Socorro do Hospital de Caridade (HC) de Erechim, o empresário ficou em observação até o início da tarde de ontem, quando foi avaliado por um psiquiatra e liberado. Do hospital, ele seguiu para o presídio, onde entrou às 14h20min de quarta-feira. Pouco mais de 24 horas depois, o Tribunal de Justiça concedeu o alvará de soltura.
Amostras dos medicamentos depositados nos dois locais foram recolhidas por agentes da Anvisa para serem analisadas. O objetivo é obter informações sobre o princípio ativo dos medicamentos e sobre indícios de adulteração. Nos dois locais, estariam depositados cerca de 80 toneladas de remédios.