Polícia

Empresa de vigilância Reação é investigada por mais um assassinato

Companhia relacionada à morte de Eliseu Santos e esquema de corrupção é alvo do MP por execução de publicitário, em 2009

O Ministério Público Estadual (MP) vai analisar, nos próximos dias, escutas telefônicas com índícios de relações entre a empresa de vigilância Reação e o assassinato do publicitário Paulo Cesar Truylio, de 32 anos, morto com seis tiros em setembro de 2009, na Praça da Matriz, em Porto Alegre. Em maio deste ano, a Delegacia de Homicídios do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) indiciou três homens pelo crime e concluiu que a vítima era agiota e foi alvo de uma execução armada por dois devedores, incluídos na lista de acusados. Segundo o promotor Eugênio Paes Amorim, a suspeita é de que o executor, contratado pelos dois, tenha vínculos com a empresa.

A Reação é, mais uma vez, alvo do MP depois que dois dirigentes da companhia se tornaram réus pelo assassinato do ex-secretário de saúde Eliseu Santos: Jorge Renato Hordoff Mello e Marcelo Pio Machado. Além disso, a empresa está relacionada a um suposto esquema de propina na Prefeitura - em contratos mantidos para prestar serviços de vigilância em postos de saúde -, que resultou em um processo sobre corrupção ainda em tramitação na Justiça.

Neste ano, quatro promotores, entre eles Amorim, costestaram o inquérito da Delegacia de Homicidios sobre a morte de Eliseu, e denunciaram dois intergrantes da Reação, sob acusação de atuarem como mandantes na execução de Eliseu. Na época, o MP indicou que a polícia ignorou fatos e concluiu, de forma equivocada, que o secretário havia sido morto ao reagir a um assalto.

Eugenio Paes Amorim pretende definir a lista de denunciados pela morte do publicitário até a semana que vem. O crime foi marcado pelo pânico provocado em dezenas de pedestres e espectadores do Theatro São Pedro que aguardavam, em frente a Praça da Matriz, o início de uma peça, quando os disparos foram efetuados.