Polícia

Empresa que adulterou queijo deve R$ 2 milhões à Receita

Companhia não declarava corretamente vencimentos obtidos com produto contaminado

Companhia não declarava corretamente vencimentos obtidos com produto contaminado
Companhia não declarava corretamente vencimentos obtidos com produto contaminado Foto : Felipe Dorneles/Especial CP
A Receita Estadual informou, nesta terça-feira, que chega a quase R$ 2 milhões o total de débitos da Laticínios Progresso. A dívida acumulada corresponde ao total de multas aplicadas em função de sonegação fiscal. Uma pesquisa realizada pelos técnicos do Tesouro gaúcho identificou que um dos produtos mais comprados pela direção da indústria é o amido de milho, que serve para mascarar a adição de água durante a fabricação do queijo e fazer render o produto. Com a nova coleta de provas, auditores do fisco vão iniciar uma nova investigação.

O Ministério Público gaúcho (MP) deflagrou uma operação de combate à fraude do queijo em Ivoti e em Três de Maio. Investigações anteriores apontaram que o produto adulterado foi vendido em 72 estabelecimentos no Rio Grande do Sul, incluindo um em Porto Alegre. Três pessoas foram presas na operação Queijo Compen$ado l: os donos da Laticínios Progresso, pai e filho; e um representante da empresa.

A ofensiva chegou ao gabinete da Secretaria Municipal de Agricultura de Três de Maio e causou o afastamento do secretário, suspeito de favorecer a companhia. A fraude no queijo tinha como base o uso do leite que era rejeitado pela indústria. A adulteração do queijo com amido era feita em Três de Maio e o transporte até Ivoti era sempre realizado aos sábados, durante a madrugada. O caminhão usado para o transporte tinha a companhia de um carro de passeio, que funcionava como batedor, geralmente conduzido por um dos donos da empresa. A partir daí, o produto era fatiado e distribuído.