Polícia

Enfermeiro morto em Capão da Canoa pode ter sido vítima de latrocínio

Suspeito tentou queimar documentos da vítima no tanque de casa

O homem suspeito de matar um enfermeiro em Capão da Canoa, Rodrigo Couto, tentou queimar os documentos da vítima no tanque de lavar roupas. Restos dos pertences de Léo Gustavo Mecking, foram encontrados na casa do acusado, conforme o delegado da cidade, Heraldo Guerreiro, indicando que ele teria tentado se livrar das provas.

Entre uma pilha de roupas sujas, a polícia também encontrou uma bolsa de tecido usada pelo enfermeiro no dia em que desapareceu. Couto está preso desde a quarta-feira, quando foi flagrado dirigindo o carro de Léo, um Gol vermelho. Ele não soube explicar aos policiais como estava com o carro. Chegou a dizer que estava negociando o veículo com a vítima. Os dois telefones celulares do enfermeiro também estavam com Couto, que teve o pedido de prorrogação de sua prisão temporária realizado nesta sexta.

O delegado Guerreiro segue a linha de que houve um latrocínio, quando a vítima é morta por causa de um roubo. Ele também acredita que Couto possa ter agido sozinho. Entre os fatos a serem esclarecidos está a ligação entre o suspeito e a vítima. Eles teriam se conhecido no mesmo dia e a polícia constatou que o enfermeiro telefonou para o celular de Couto por volta das 20h do dia em que desapareceu.

O corpo de Léo Gustavo Mecking foi encontrado na beira da praia em Capão da Canoa, na manhã desta sexta. Ele estava desaparecido desde a última quarta-feira, quando a esposa estranhou que ele não havia retornado do plantão no hospital. O enfermeiro foi morto com um corte na garganta.