Polícia

Entidades criticam pedido por Força Nacional e exoneração de secretário

Presidente do sindicato da Polícia Civil disse que política perversa está ceifando vidas no RS

O presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Brigada (Abamf), Leonel Lucas, e o presidente do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do Rio Grande do Sul (Ugeirm), Isaac Ortiz, criticaram nesta sexta-feira o pedido por reforço da Força Nacional e a saída do então secretário de Segurança Pública Wantuir Jacini.

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"Nós precisamos que o governador consiga fazer com que os órgãos da Segurança Pública da União, principalmente Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Federal (PF), consigam mais efetivo para trancar as fronteiras", declarou Lucas em entrevista à Rádio Guaíba. Além disso, ele defendeu um plano estratégico na região Metropolitana e um serviço de informação e inteligência. "A Força Nacional não é a solução no Rio Grande do Sul", afirmou.

Já Isaac Ortiz disse que a política do governo é perversa e assassina. "Não adianta mudar o secretário sem modificar essa política, que está ceifando as vidas de centenas de gaúchos que morrem todos os dias no Rio Grande do Sul. A responsabilidade é do governador. As viatuas das Polícia Civil e da Brigada Militar sumiram das ruas. Não tem combustível, não há pagamento de diárias. O governo tem que entender que não se pode contingenciar as verbas para para Segurança Pública", afirmou. 

O crime


A crise no governo do Estado aumento com a morte da representante comercial Cristine Fagundes, de 44 anos. A Brigada Militar (BM) relatou que ela tinha ido buscar o filho no colégio quando um homem se aproximou e anunciou o assalto na rua Ari Marinho, próximo à rua Eduardo Chartier.

Conforme os policiais militares, o disparo que tirou a vida de Cristine ocorreu no momento em que ela tentava tirar o cinto de segurança. O carro da vítima, um Honda Fit, não foi roubado. O suspeito fugiu em um Fiat Palio vermelho, onde era aguardado por outros três homens, em direção à avenida Plínio Brasil Milano.

Dias violentos


O crime ocorre um dia após um homem de 37 anos, identificado como Fabiano Lemos, ser executado na entrada do Hospital São Lucas da PUC. Na terça-feira, três mulheres foram assassinadas em Alvorada. A polícia acredita que o triplo homicídio tenha ligação com a morte de um casal, também registado na terça-feira. No último dia 14, a médica Graziela Müller Lerias, de 32 anos, morreu após ser baleada durante um assalto na zona Norte de Porto Alegre.