Entidades estão oferecendo R$ 12 mil por informações que levem à prisão os responsáveis pelos disparos que mataram dois policiais e derrubaram o helicóptero Fênix 3 da Polícia Militar. A ação aconteceu na manhã de sábado, durante uma operação no Morro dos Macacos, na zona norte do Rio de Janeiro. No domingo, os soldados atiradores do Grupamento Aéreo Marítimo, Marcos Stadler Macedo, de 39 anos, e Edinei Canazarro, de 29, foram enterrados no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap.
"Os tiros que atingiram a aeronave são de armas com grosso calibre. Na favela, todos sabem quem opera esses armamentos", disse o presidente da Associação dos Ativos, Inativos e Pensionistas da Polícia Militar do Brasil (Assinap), Miguel Cordeiro, que ofereceu R$ 10 mil pelos atiradores. O Clube de Cabos e Soldados ofereceu R$ 2 mil pelos assassinos e pediu em nota o afastamento da cúpula da Segurança Pública.
Os parentes de Canazarro fizeram críticas ao governo do Estado. "Eles fazem o teatro deles para trazer a Olimpíada para o Rio, mas não equipam os policiais, que seguem para a morte quando vão ao combate em áreas de risco. Existe verba para a Copa e para a Olimpíada. Mas não tem dinheiro para equipar a polícia e dar vida digna a quem trabalha para a segurança do povo", protestou a tia de Edinei, Rosa Maria Barbosa.
O secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, disse no domingo que o helicóptero da Polícia Militar, o primeiro a ser abatido por traficantes no Rio, provavelmente foi alvo de armas longas, consideradas antiaéreas. Só após a perícia será possível determinar o calibre da arma que abateu o helicóptero modelo Esquilo. A licitação para compra de outro aparelho deve ser concluída em novembro.
Helicópteros da PM e da Polícia Civil fizeram voos rasantes e jogaram pétalas de rosa durante o cortejo fúnebre. Dos quatro tripulantes do helicóptero que sobreviveram, dois já tiveram alta.
Entidades oferecem R$ 12 mil a quem entregar atiradores
Soldados mortos em queda de helicóptero foram enterrados e familiares protestam contra governo do Rio