Polícia

Entidades reclamam de "falsa impressão de segurança" nos shoppings da Capital

Encontro nesta segunda foi motivado pelos frequentes assaltos a joalherias

A sequência de assaltos contra joalherias de shoppings na Capital e região Metropolitana de Porto Alegre motivou um encontro entre representantes da categoria e entidades da segurança pública gaúcha, nesta segunda-feira. Para o presidente da Associação dos Comércios de Joias, Relógios e Optica do RS, Claudemir Bernardo, o pedido é por mais atenção dos órgão públicos na segurança. Ele reconhece que o serviço privado, contratado nos shoppings, também precisa ser reforçado. “Hoje não temos seguranças armados. O que temos é uma falsa impressão de segurança”, afirmou.

A solicitação de reforço no policiamento ostensivo, ouvida pelo representante da Brigada Militar, coronel Paulo Stocker, e por mais empenho nas investigações, dirigida ao diretor do Deic, delegado Ranolfo Vieira Junior, e pelo titular da Delegacia de Roubos, Juliano Ferreira, devem ser implementadas.

Diante das queixas, que envolvem também a estrutura interna dos centros de compras, o secretário de Segurança do Estado, Edson Goularte, marcou novo encontro para esta terça, às 15h, na sede do Comando Geral da Brigada Militar.

Apenas no sábado, dois assaltos a joalherias ocorreram em Porto Alegre

Em menos de dois meses, foram registrados seis ataques, dos quais cinco aconteceram em Porto Alegre. Os mais recentes ocorreram no sábado, quando duas joalherias no Shopping Total foram assaltadas pela manhã e tarde. Na lista de suspeitos está a quadrilha do criminoso conhecido como “Da Mamãe”, foragido desde maio do ano passado e que está sendo procurado pela 9ª DP, com apoio de outras delegacias e até do Deic. Dois integrantes do grupo foram capturados na semana passada. A quadrilha ataca ainda residências e apartamentos de empresários, rouba veículos e empresas, usando até armamento pesado.

O tema de armar vigilantes em shoppings também mobilizou a categoria. Para o representante da diretoria do Sindivigilantes do Sul, Ramiro Coin, a entidade apoia o uso de trabalhadores armados, desde que treinados e capacitados por empresas devidamente regulamentadas para o serviço. “O problema é que há grande resistência dos empresários, que preferem economizar, contatando auxiliares de segurança por um custo mais baixo”, disse o sindicalista.

Segundo ele, o salário do vigilante armado parte de R$ 837, enquanto R$ 640 são pagos aos auxiliares.
Também participaram do encontro representantes do Sindilojas, da Câmara de Dirigentes Lojistas e do Sindicato dos Joalheiros do Rio Grande do Sul, além do chefe do Departamento de Inteligência, João Carlos da Luz Diogo, e do chefe do Departamento de Gestão Estratégia, coronel Marco Antônio dos Santos, ambos da Secretaria de Segurança Pública do Estado.

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