Polícia

Escola estadual de Porto Alegre vive com medo após série de assaltos

Diretora do David Canabarro pede auxílio de BM e prefeitura para controlar onda de crimes

Não tenho medo deles, afirmou Maria Cândida
Não tenho medo deles, afirmou Maria Cândida Foto : Tarsila Pereira
Os alunos e professores da Escola Estadual de Ensino Fundamental David Canabarro, no bairro Jardim Leopoldina em Porto Alegre, sentem-se acuados pela violência. Desde o começo do ano letivo foram cinco casos de assaltos a alunos da instituição, que são atacados na rua do colégio. O último ocorreu às 13h15min desta sexta-feira, quando duas irmãs, de 14 e 7 anos, estudantes da 6ª e 2ª séries, foram roubadas na esquina da ruas Carlos Estevão com Lydia Moschetti. Foram levados celulares e pertences das vítimas. Nos outros casos, os alunos também tiveram pertences pessoais levados. Os crimes são cometidos por ladrões de moto, bicicleta ou a pé.

De acordo com a diretora da escola, Maria Cândida Dias Alves, já enviou ofício à Brigada Militar, pedindo para policiais militares ficarem na frente do colégio nos horários de entrada e saída dos turno. A resposta, de acordo com a diretora, foi de que a corporação não tinha pessoal para este trabalho. “Certa vez, quando chamamos a Brigada, alguns pais vieram na escola reclamar”, relembrou Maria Cândida. “Eles ficaram ofendidos porque chamamos os PMs para retirar amigos de seus filhos que estavam aqui”, contou.

Ameaças de morte

Desde que assumiu a direção da David Canabarro, em outubro de 2011, a diretora já recebeu ameaças de pessoas ligadas ao tráfico. Duas delas de morte, feitas em outubro, novembro e dezembro do ano passado e nos primeiros meses deste. Em 2011, alguns rapazes chegaram a invadir a escola. “Porém, eu os enfrentei e fiz com que saíssem do pátio da escola”, contou. “Não tenho medo deles”, afirmou Maria Cândida.

Casos de violência são muitos. E não só com os alunos. No ano passado, uma professora da escola foi arrastada por um homem, que estava em uma moto, e pegou a sua bolsa. A vítima não quis soltar e foi arrastada. O criminoso levou dinheiro e todos os documentos. “Via de regra, quem rouba, usa o produto do crime para comprar crack”, ponderou a diretora. 

No comando, Maria Cândida resolveu incrementar a segurança dentro do colégio. Foram colocadas 11 câmeras dentro da instituição, em um investimento de R$ 8 mil, recursos oriundos da própria escola. “As imagens ficam gravadas aqui, na empresa que opera o equipamento e na casas de dois funcionários do colégio”, disse. Outro problema está nos fundos da escola, onde o mato cobriu a calçada, servindo de esconderijo aos assaltantes”, comentou. "Já foram feitos contatos com a Prefeitura, para solucionar o problema."


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