De acordo com a diretora da escola, Maria Cândida Dias Alves, já enviou ofício à Brigada Militar, pedindo para policiais militares ficarem na frente do colégio nos horários de entrada e saída dos turno. A resposta, de acordo com a diretora, foi de que a corporação não tinha pessoal para este trabalho. “Certa vez, quando chamamos a Brigada, alguns pais vieram na escola reclamar”, relembrou Maria Cândida. “Eles ficaram ofendidos porque chamamos os PMs para retirar amigos de seus filhos que estavam aqui”, contou.
Ameaças de morte
Desde que assumiu a direção da David Canabarro, em outubro de 2011, a diretora já recebeu ameaças de pessoas ligadas ao tráfico. Duas delas de morte, feitas em outubro, novembro e dezembro do ano passado e nos primeiros meses deste. Em 2011, alguns rapazes chegaram a invadir a escola. “Porém, eu os enfrentei e fiz com que saíssem do pátio da escola”, contou. “Não tenho medo deles”, afirmou Maria Cândida.
Casos de violência são muitos. E não só com os alunos. No ano passado, uma professora da escola foi arrastada por um homem, que estava em uma moto, e pegou a sua bolsa. A vítima não quis soltar e foi arrastada. O criminoso levou dinheiro e todos os documentos. “Via de regra, quem rouba, usa o produto do crime para comprar crack”, ponderou a diretora.
No comando, Maria Cândida resolveu incrementar a segurança dentro do colégio. Foram colocadas 11 câmeras dentro da instituição, em um investimento de R$ 8 mil, recursos oriundos da própria escola. “As imagens ficam gravadas aqui, na empresa que opera o equipamento e na casas de dois funcionários do colégio”, disse. Outro problema está nos fundos da escola, onde o mato cobriu a calçada, servindo de esconderijo aos assaltantes”, comentou. "Já foram feitos contatos com a Prefeitura, para solucionar o problema."