Polícia

Esquema de importação que movimentou R$ 4,5 milhões em três municípios gaúchos é alvo da PF

Operação Ossos de Vinha mirou grupo que comercializava produtos ilegalmente em plataformas digitais

Esquema ilegal de importação foi alvo da Operação Ossos de Vinha
Esquema ilegal de importação foi alvo da Operação Ossos de Vinha Foto : PF / CP

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira, a Operação Ossos de Vinha. O objetivo foi desarticular um esquema irregular de venda de produtos importados através de plataformas digitais. As diligências ocorreram no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Conforme a instituição, os investigados movimentaram cerca de R$ 4,5 milhões desde 2019.

Foram realizados seis mandados de busca e apreensão em Muçum (3), Guaporé (1), Jaguarão (1) e no município catarinense de Gravatal (1). Também foram cumpridas 12 medidas cautelares substitutivas da prisão preventiva e o sequestro de veículos e imóveis, além do bloqueio de valores depositados em contas dos investigados e de empresas.

A investigação começou em outubro de 2021, após a apreensão de uma carga de bebidas realizada na BR 471, em Pantano Grande. De acordo com a PF, um grupo criminoso era responsável pela internalização e posterior comercialização de bebidas e de outros produtos de origem estrangeira, como televisores e aparelhos de ar condicionado. Os itens eram trazidos da Argentina e do Uruguai.

Uma vez em solo riograndense, as mercadorias eram enviadas a compradores estabelecidos em grandes centros comerciais, como São Paulo e Rio de Janeiro. Os clientes realizavam as compras, principalmente, por meio de plataformas digitais.

Ainda de acordo com a PF, os líderes do esquema criminoso utilizavam a movimentação bancária de uma empresa de fachada. A ideia era dar aparência de legalidade ao processo de comercialização irregular. Além disso, o suposto negócio era responsável pela emissão das notas fiscais ideologicamente falsas.

A investigação revelou também a existência de uma espécie de “consórcio”, firmado entre os principais investigados e um free shop em Rio Branco, no Uruguai. Foi constatado um mecanismo de troca de vinhos, trazidos irregularmente da argentina, por bebidas destiladas. O proprietário do estabelecimento uruguaio era responsável pelo processo.

Os suspeitos vão responder pelos crimes de descaminho, associação criminosa e lavagem de capitais. Se condenados, eles podem ser submetidos a penas que podem alcançar até 17 anos de prisão.