Polícia

Estações de parada em estradas e zonas de fronteira têm mais riscos de exploração sexual de crianças e adolescentes

Uruguaiana é a cidade com mais pontos de risco mapeados no Rio Grande do Sul

Dos 655 os pontos mapeados em 120 municípios do Rio Grande do Sul, em 12 deles foram constados exploração sexual de crianças e adolescentes. Os dados são da pesquisa Mapear da Polícia Rodoviária Federal relativos ao biênio 2023 e 204 e incluídos no portal da ferramenta SmartLab do Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Organização Internacional do Trabalho.

O número de locais considerados vulneráveis no período 2023/2024 diminuiu em relação ao biênio anterior, no qual foram mapeados 967 pontos em todo o Estado. O levantamento considera “pontos vulneráveis” aqueles que apresentam características passíveis de aumentar o risco de ocorrências, como ausência de atuação do Conselho Tutelar ou a existência de pontos de prostituição, de consumo de drogas e bebidas alcoólicas. Pontos de parada em rodovias, como hotéis, motéis, postos de abastecimento também fazem parte do levantamento.

No Estado, Uruguaiana possui mais pontos de risco, ao todo foram 38 identificados. Entre as regiões abrangidas pelas unidades do MPT no Interior, outros municípios abarcados pela Procuradoria do Trabalho no Município de Uruguaiana, como Santana do Livramento (25) e Alegrete (21), também se incluem entre as vinte cidades com mais pontos de risco identificados. A região Norte do RS, atendida em sua maior parte pela unidade do MPT em Passo Fundo, é a que apresenta mais cidades entre as vinte com mais pontos críticos verificados: Sarandi (22), Erechim (17), Carazinho (12), Frederico Westphalen (11) e Passo Fundo (11).

Segundo a procuradora do trabalho Martha Diverio Kruse, coordenadora regional de Combate ao Trabalho Infantil e de Promoção e Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes (Coordinfância), campanhas como o maio laranja são importantes porque une a população e promove a articulação entre as instituições incumbidas constitucionalmente de garantia dos direitos das crianças e adolescentes. “Está prevista ainda para maio uma reunião entre o MPT e as forças de segurança buscando implementar essa articulação”, informa a procuradora