A carta não apenas deixa clara a posição dos estados pela renegociação das dívidas, como enumera sugestões objetivas. Entre elas estão a redução do comprometimento da receita líquida real (destinado ao pagamento das dívidas intralimite com a União) de 15%, 13% e 11,5% para 9%; a redução dos juros anuais da dívida de 7,5% e 6% para 2%, e a substituição do indexador de correção da dívida (no lugar do IGP-DI, o IPCA), além da fixação da taxa Selic como teto para a correção dos débitos.
Outro indicativo foi o posicionamento anunciado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Adão Villaverde, durante palestra na última quarta-feira na Federasul. Ele disse que a questão da renegociação será incluída nos grandes debates da Casa no segundo semestre. O deputado aguarda para a semana que começa uma posição do secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, sobre sua disponibilidade para participar de discussões sobre o tema no Estado. "Vamos fazer pressão política, em articulação com outros estados e com os municípios", assegura o deputado.