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Jussara voltou a ser hospitalizada no início deste mês por 11 dias. Ela deixou a UTI na semana passada. No entanto, ainda não se sente restabelecida totalmente. “Eu ainda estou em estado de choque”, disse. “Tem horas que penso que tudo isso é mentira ou que estou vivenciando um filme de terror”, comparou. Jussara afirma ter certeza de que Leandro tem culpa no crime, apesar de a madrasta ter isentado o médico em depoimento.
O assassinato de Bernardo Boldrini terá como próximo passo o agendamento das audiências de instrução, ainda sem uma data definida. Os quatro acusados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de envolvimento no assassinato estão presos. O pai do garoto, o médico Leandro Boldrini, na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc). A madrasta do garoto, Graciele Ugulini, e a amiga dela, Edelvânia Wirganovicz, na penitenciária de Guaíba, e o irmão de Edelvânia, Evandro, no presídio de Três Passos.
O assassinato ocorreu em 4 de abril. O corpo do menino foi localizado pela Polícia 10 dias depois, quando Edelvânia, em depoimento à Polícia, indicou o local. Os policiais encontraram a cova onde estava o cadáver, em Frederico Westphalen, distante 80 km de Três Passos.