• Leia mais sobre a violência no Rio
• Confira a galeria de imagens desta sexta-feira
Apesar das primeiras informações de que as Forças Armadas apenas ocupariam posições defensivas, o portal R7 revelou que o Exército será o efetivo que vai entrar na linha de frente do combate, com o posicionamento de 800 militares, todos da brigada paraquedista (PQD), nos acessos da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão, comunidades até então consideradas o centro de operações da maior facção criminosa do Estado.
Depois do pedido do governo do Estado ao Ministério da Defesa, a Presidência da República autorizou a participação de 800 homens da brigada de paraquedistas na operação. Segundo o ministro da Defesa, Nelson Jobim, o papel do Exército teria o papel de prover segurança ao perímetro. Cerca de 60% dos militares que vão participar da operação atuaram no Haiti. Além da tropa, dez blindados da Marinha e três helicópteros da Aeronáutica darão apoio.
De acordo com o general Pereira Júnior, o Exército não deixará de revidar, caso seja atacado pelos traficantes. "Se formos atacados, não temos como não responder. Estamos com armas que serão usadas, se necessário", afirmou. "São pessoas experientes, bem orientadas. Se tiver que haver confronto, infelizmente vamos ter que partir para isso", disse, sobre os militares que participam da missão.
Os confrontos, por sinal, já começaram e um soldado do Exército foi baleado na perna na tarde desta sexta, conforme o portal R7, após traficantes terem feito disparos para afugentar efetivos da PM e do Exército que ocupam os entornos da comunidade. O militar, que integra a Brigada Paraquedista e tem 19 anos, foi levado para o hospital Getúlio Vargas, na Penha. Segundo a unidade, ele passa bem.