A Força Nacional de Segurança também aumentou seu contingente no local de 20 para 50 homens, enquanto o número de policiais militares permanece em 200. As informações são do assessor de imprensa da VI Região Militar, tenente-coronel Márcio Cunha.
Ele enfatizou que não há prejuízo à segurança do resto da cidade com o remanejamento de tropas. “Tivemos ações em Itapuã, onde uma tropa do Exército de Recife debelou um início de arrastão. Houve também o patrulhamento feito pelos Fuzileiros Navais em Periperi e a retomada das atividades normais de trânsito na cidade”, salientou Cunha.
O assessor reafirmou que a missão das tropas é manter a tranquilidade para que seja possível a negociação do fim do movimento. Cunha explicou que nenhum dos manifestantes está privado do direito de ter atendimento médico ou de se alimentar. “Basta que ele saia do perímetro. Está instalado no CAB um pleno atendimento médico com três ambulâncias UTI e profissionais médicos do exército brasileiro totalmente aptos a prestarem atendimento adequado aos manifestantes. Aqui fora, ele poderá se alimentar e beber água gelada. Apenas não poderá voltar para a Assembleia”.
Na terça, uma reunião entre associações da PM e representantes do governo estadual da Bahia terminou sem acordo. De acordo com informações do Correio da Bahia, o que teria impedido o fim da greve foi a data de pagamento da Gratificação por Atividade Policial (GAP) IV. As associações queriam que o pagamento fosse realizado em 2012, mas o governador diz que só pode começar a pagar a GAP IV a partir de 2013.
Os líderes da greve afirmam que ponto de resistência ao acordo seriam os mandados de prisão expedidos pela Justiça para 12 líderes do movimento. No entanto, a suspensão desses mandados cabe apenas à Justiça, e não ao governador. Mesmo assim, o governo da Bahia adotou a postura de amenizar o clima de tensão que tomou conta da cidade e que afeta comércio e turismo exatamente na época de Carnaval.