Representantes do Exército irão analisar, na terça-feira, a granada de bocal encontrada em posse das quatro pessoas presas na tarde desta segunda-feira no bairro Aberta dos Morros, zona Sul de Porto Alegre. O objetivo é identificar se o armamento é realmente de uso exclusivo das Forças Armadas. "Ainda não podemos afirmar se o material é de procedência nacional", declarou Márcio Zachello, delegado do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc). Segundo especialistas, o artefato explosivo é capaz de destruir tanques de guerra.
O caso está sendo tratado como exceção pela Polícia Civil, já que esta foi a primeira vez que o Denarc apreendeu um armamento deste tipo. As investigações apontam que o grupo preso hoje estaria ligado ao tráfico de drogas na zona Sul da Capital e que há uma conexão entre os traficantes da Restinga e da Aberta dos Morros. As quadrilhas estariam tentando expandir o comércio de entorpecentes para a região de Ipanema.
Questionado sobre o aumento do poder de fogo dos bandidos em Porto Alegre, o delegado Zachello declarou que as polícias no Estado também estão tendo acesso a armamentos com maior poder de fogo. "Atualmente, usamos pistolas calibre 40 e 9 mm, além de fuzis", disse.
Sobre as futuras medidas para combater o crime em Porto Alegre, Zachello comentou que todas as pessoas que forem flagradas portando artefatos explosivos sem a devida permissão serão presos, já que isso constitui crime previsto na lei brasileira. Além disso, as investigações serão intensificadas.
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