De acordo com informações da investigação preliminar, Fala Fina teria passado a tarde no bairro, assessorando a comunidade local em um conserto feito na rede hidráulica pelo Departamento Municial de Água e Esgoto (DMAE). No entardecer, por volta das 19h, três homens aproximaram-se da vítima e um deles disparou diversas vezes com um pistola. Cartuchos recolhidos no local indicam que o calibre da arma é .380, conforme o agente volante da Polícia Nelson Mariense.
Brigada Militar e Polícia Civil deram suporte ao trabalho da Perícia até o começo da noite. Segundo o inspetor Leonardo Pretto, que acompanhou o serviço pericial, os técnicos recolheram ao menos seis cartuchos. Os tiros teriam acertado o rosto, o abdome e as costas de Altair.
Filiada ao PPS, a vítima havia trabalhado como assessor parlamentar na Assembleia Legislativa. Concorreu a um assento no Parlamento gaúcho, mas não obteve a votação necessária para se eleger.
Fala Fina era natural de Cerro Largo e foi um dos fundadores do Sindicato dos Rodoviários. Também atuou como agente comunitário na regularização fundiária de vilas. Atualmente trabalhava no ramo de mineração.