Após colher os primeiros depoimentos, a Polícia Civil informou nesta quinta-feira que o ex-líder da torcida Guarda Popular, do Internacional, Gilberto Bitencourt Viegas, conhecido como Giba do Trem, foi executado em função de um acerto de contas devido ao envolvimento com tráfico de drogas. Viegas teve o carro alvejado por mais de 50 tiros de pistola e metralhadora na tarde dessa quarta-feira, no Centro de Sapucaia do Sul. Ao lado dele, dentro de um veículo Fiesta, também foi morto a tiros um menino de três anos. A mãe do menino também foi baleada e encaminhada com vida ao Hospital Municipal Getúlio Vargas, onde permanece internada, em estado grave.
Na tarde desta quinta, a delegada Carolina Funchal Terres rechaçou qualquer hipótese de que Giba tenha sido morto em função de desavenças envolvendo torcidas organizadas, no passado. Em 2015, Viegas foi expulso do quadro de sócios do Inter após o registro de crimes, prisões e condenações motivadas por brigas entre torcedores. Segundo a policial, ele vinha atuando ao lado de traficantes na região Metropolitana. Um acerto de contas entre gangues rivais motivou o duplo assassinato, considerou a delegada.
O crime ocorreu depois das 16h30min, na avenida Sapucaia do Sul. Tripulantes de duas caminhonetes – uma Honda CR-V e uma Land Rover – passaram atirando. Menos de três horas depois do crime, um suspeito foi preso em uma residência no bairro Nova Cachoeirinha, em Cachoeirinha. Durante ação, houve confronto e três criminosos fugiram, um deles portando um fuzil. No local, foram recolhidos coletes a prova de balas, radiotransmissores, pistolas, roupas da Polícia Civil, miguelitos e munição. Os veículos utilizados no ataque foram localizados na residência. Em depoimento, o suspeito negou envolvimento no assassinato.
Ex-líder da Guarda Popular do Inter foi morto por envolvimento com tráfico, revela delegada
Giba do Trem e um menino foram executados na quarta-feira no Centro de Sapucaia do Sul