Polícia

Ex-marido de professora morta durante incêndio é preso suspeito do crime em Constantina; Estado chega a 44 feminicídios

Mulher de 43 anos foi encontrada morta dentro de casa no último domingo; homem está internado e preso sob custódia

Gloria Werkhausen, de 43 anos, foi encontrada sem vida durante um incêndio na própria residência
Gloria Werkhausen, de 43 anos, foi encontrada sem vida durante um incêndio na própria residência Foto : Redes Sociais / CP

O ex-marido da professora Gloria Werkhausen, de 43 anos, foi preso temporariamente na manhã desta quinta-feira, suspeito de matar a educadora encontrada sem vida durante um incêndio na própria residência, em Constantina, no Norte do Estado. Com o avanço da investigação, a Polícia Civil passou a tratar o caso como feminicídio.

No decorrer da investigação, a Polícia Civil confirmou que a vítima apresentava sinais de violência incompatíveis com uma morte provocada pelo incêndio. Conforme apurado, Gloria tinha marcas de esganadura, o que levou o caso a ser tratado como homicídio.

Segundo o delegado Cristiano de Bone, responsável pela investigação, a prisão do ex-marido foi solicitada após a reunião de elementos que apontam para a autoria do crime. "Ontem, no final da tarde, fiz uma representação pela prisão temporária e por mandado de busca na casa do ex-marido da vítima. Todos os indícios apontam que, de fato, foi um feminicídio e ele é o autor do crime", afirmou.

Conforme o delegado, os mandados judiciais foram expedidos na manhã desta quinta-feira. Antes do cumprimento, os policiais receberam a informação de que o suspeito havia sido internado na noite anterior após sofrer uma crise nervosa. "Deslocamos ao hospital, demos voz de prisão e, a partir disso, fomos até a residência dele, onde realizamos buscas atrás de mais elementos para a investigação", explicou.

A Brigada Militar acompanha o homem, que é mantido sob custódia. Ele permanecerá preso temporariamente por 30 dias. "As investigações vão seguir para que o inquérito seja remetido o mais breve possível", acrescentou o delegado.

A morte da educadora causou forte comoção em Constantina. Servidora efetiva da rede municipal de ensino, Gloria teve a trajetória homenageada pela prefeitura, que suspendeu as aulas da rede municipal no dia seguinte ao crime em sinal de luto.

Com a confirmação da linha investigativa de feminicídio, este passa a ser o 44º caso registrado no Rio Grande do Sul em 2026 e o segundo ocorrido no mês de julho.

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