Polícia

Ex-presidente da Associação dos Universitários de Nova Petrópolis é suspeito de desviar mais de R$ 400 mil

Jovem de 21 anos está foragido

Imagem da Operação Rota Desviada, em Nova Petrópolis
Imagem da Operação Rota Desviada, em Nova Petrópolis Foto : Polícia Civil / CP

A Polícia Civil divulgou, nesta quinta-feira, que um dos ex-presidentes da Associação dos Universitários de Nova Petrópolis (AUNP) está foragido. Na semana passada, o jovem de 21 anos foi alvo da Operação Rota Desviada, mas não foi localizado e teve os dados adicionados no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP). Estudante de arquitetura, ele é suspeito de desviar mais de R$ 400 mil.

De acordo com o titular da Delegacia de Nova Petrópolis, Fábio Idalgo Peres, o universitário teria aproveitado a posição de confiança na gestão da entidade para manipular documentos, superfaturar serviços e desviar valores para fins pessoais. Um mandado de prisão preventiva foi decretado.

"Esse jovem fugiu justamente na véspera da ação policial, demonstrando a intenção de se furtar à persecução penal. Além disso, foram constatados indícios de destruição de provas relevantes. A fraude impactou diretamente o orçamento dos estudantes e comprometeu a saúde financeira da associação, que acumulou dívidas significativas com fornecedores”, pontuou o delegado de Nova Petrópolis.

A fraude foi descoberta a partir de uma fiscalização de rotina do gestor de parcerias da prefeitura. Durante a análise das contas, o gestor identificou inconsistências contábeis graves, incluindo um saldo inicial irregular e a falta de depósitos da contrapartida da associação.

Segundo apuração policial, o principal método de desvio consistia em fraudar a gestão dos recursos financeiros da AUNP, que administra uma parceria público-privada com a Prefeitura de Nova Petrópolis para custear o transporte de estudantes. Os valores, provenientes das mensalidades pagas pelos associados, eram depositados na conta de arrecadação da entidade. No entanto, antes que a contrapartida devida fosse transferida para a conta específica da parceria, monitorada pelo poder público, os valores eram sistematicamente desviados.

A investigação também mira a possibilidade de outras frentes de fraude, como o possível superfaturamento de boletos emitidos aos estudantes, nos quais os custos de transporte teriam sido artificialmente inflados para gerar um excedente ilícito. Ainda há suspeitas de simulação de despesas operacionais, que seriam justificadas com documentação fiscal inconsistente para encobrir as saídas de caixa.

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