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Ao chegar ao fórum, Edelvânia Wirganovicz foi xingada por pessoas que acompanham as audiências em Três Passos. O advogado da madrasta Graciele Ugullini, Pompeo de Matos, pediu que a sessão fosse fechada à imprensa. A solicitação foi negada pelo juiz Marcos Luis Agustini.
Edelvânia Wirganovicz chegando ao fórum de três Passos / Foto: André Ávila
O casal Carlos José e Juçara Petry, considerado pelo menino como sua segunda família, também será ouvido. Ainda deve prestar depoimento Andressa Wagner, ex-secretária do consultório de Leandro Boldrini . Ela trabalhava com o médico no dia em que Odilaine Uglione, mãe de Bernardo, supostamente teria cometido suicídio, em 2010.
Na última semana, foram ouvidas outras duas testemunhas arroladas pelo Ministério Público por meio de cartas precatórias. Uma amiga de Graciele Ugulini, residente em Redentora, prestou depoimento na quarta-feira em Coronel Bicaco. Ela relatou ter recebido a visita da madrasta do menino em fevereiro. Na ocasião, Graciele queixou-se sobre o comportamento “difícil” do garoto. Na quinta-feira, o policial rodoviário que abordou o carro da acusada no dia do crime, 4 de abril, quando ela trafegava com Bernardo em direção a Frederico Westphalen, foi ouvido pela Justiça em Tenente Portela. Ele parou o veículo por excesso de velocidade na ERS 472.
O agente revelou que a condutora foi educada, mas ela não disse para onde se dirigia. O PM lembrou ainda que Bernardo estava acordado, no banco traseiro, e questionou se a criança utilizava o cinto de segurança. O garoto acenou positivamente. Em 25 de agosto, outras quatro testemunhas de acusação já haviam prestado depoimento no Foro de Três Passos, entre elas as delegadas do caso Caroline Bamberg e Cristiane Braucks. Ao todo, 77 pessoas foram intimadas como testemunhas, sendo 25 pelo Ministério Público e 52 pelos defensores dos quatro réus do caso, além de Leandro e Graciele, os irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz.
Confira vídeo da chegada de Edelvânia