O inquérito, de cerca de 400 páginas, será remetido à tarde para a 10ª Vara Criminal. Uma cópia do documento será encaminhada à Justiça Federal, pois, segundo o delegado Jardim, há suspeita de crime de evasão de divisas. No começo do mês, a Justiça emitiu uma medida cautelar de prisão preventiva contra o ex-vice-cônsul e, desde então, ele é considerado foragido. Há informações de que ele estaria em Portugal ou na Espanha.
Desvio de R$ 2,5 milhões
Os R$ 2,5 milhões teriam sido entregues ao diplomata português no fim do ano passado, como contrapartida da Arquidiocese para completar o valor das reformas em duas igrejas da Capital e outra no Interior. De acordo com a promessa do acusado, uma ONG da Bélgica contribuiria com R$ 12 milhões, mediante a contrapartida.
Ainda em dezembro passado, ex-vice-cônsul teria feito a primeira remessa, no valor de R$ 1,3 milhão, para uma conta particular em Portugal. No mesmo dia, transferiu R$ 400 mil para sua conta corrente no Banrisul. Em janeiro, após receber mais uma parcela do investimento, ele voltou a movimentar o dinheiro para contas pessoais. Parte do recurso, cerca de R$ 330 mil, foi gasta em hotéis, restaurantes e comércios no Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.