Segundo Jardim, uma cópia da ordem de prisão será repassada para todas as polícias do Brasil, para a Polícia Federal, para a Polícia Internacional e para o Ministério de Relações Exteriores, que deve comunicar o governo de Portugal. “A informação que temos é de que ele mandou R$ 1,8 milhão para uma conta pessoal em Portugal, mas o total de dinheiro desviado é cerca de R$ 2,5 mil que ainda não voltou para a arquidiocese”, afirmou o delegado. Jardim contou que o ex-vice-cônsul é suspeito também de coação de testemunhas ao longo das investigações.
O dinheiro desviado teria sido entregue ao diplomata português como contrapartida da arquidiocese para completar o recurso para reformas em duas igrejas da Capital e outra no Interior. De acordo com a promessa do suspeito, uma ONG da Bélgica contribuiria com R$ 12 milhões, mediante a contrapartida.
Em dezembro do ano passado, Adelino fez a primeira remessa, no valor de R$ 1,3 milhão para uma conta particular em Portugal. No mesmo dia, transferiu R$ 400 mil para sua conta corrente no Banrisul. Em janeiro, após receber mais uma parcela do investimento, ele voltou a movimentar o dinheiro para contas pessoais. Parte do recurso, cerca de R$ 330 mil, foi gasta em hotéis, restaurantes e comércios no Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
A polícia da Capital começou a investigar o golpe após um registro de ocorrência dos párocos.