Polícia

Ex-vice-cônsul de Portugal será considerado foragido

Justiça decretou prisão preventiva de Adelino Vera Cruz, que teria desviado R$ 2,5 milhões da arquidiocese da Capital

Uma medida cautelar de prisão preventiva foi decretada pela Justiça, nesta sexta-feira, contra o ex-vice-cônsul de Portugal Adelino Vera Cruz, que é suspeito de desviar R$ 2,5 milhão da arquidiocese de Porto Alegre. “Ele não tem endereço. Está em lugar incerto, que pode ser Portugal ou Espanha, e será considerado foragido nas próximas horas”, disse o titular da 1ª Delegacia de Polícia, Paulo César Jardim, que investiga o caso de estelionato.

Segundo Jardim, uma cópia da ordem de prisão será repassada para todas as polícias do Brasil, para a Polícia Federal, para a Polícia Internacional e para o Ministério de Relações Exteriores, que deve comunicar o governo de Portugal. “A informação que temos é de que ele mandou R$ 1,8 milhão para uma conta pessoal em Portugal, mas o total de dinheiro desviado é cerca de R$ 2,5 mil que ainda não voltou para a arquidiocese”, afirmou o delegado. Jardim contou que o ex-vice-cônsul é suspeito também de coação de testemunhas ao longo das investigações.

O dinheiro desviado teria sido entregue ao diplomata português como contrapartida da arquidiocese para completar o recurso para reformas em duas igrejas da Capital e outra no Interior. De acordo com a promessa do suspeito, uma ONG da Bélgica contribuiria com R$ 12 milhões, mediante a contrapartida.

Em dezembro do ano passado, Adelino fez a primeira remessa, no valor de R$ 1,3 milhão para uma conta particular em Portugal. No mesmo dia, transferiu R$ 400 mil para sua conta corrente no Banrisul. Em janeiro, após receber mais uma parcela do investimento, ele voltou a movimentar o dinheiro para contas pessoais. Parte do recurso, cerca de R$ 330 mil, foi gasta em hotéis, restaurantes e comércios no Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

A polícia da Capital começou a investigar o golpe após um registro de ocorrência dos párocos.


Bookmark and Share